-
13
dez -
O CLP
- With 0 comments
O CLP (Controlador Lógico Programavel) ou PLC é uma das estrelas quando falamos de automação industrial, não é por menos, ele revolucionou o modo como produzimos maquinas e processos, quero mostrar neste artigo o porque deste estrelismo do CLP.
Inicialmente os paineis eletricos de maquinas e processos eram criados com comandos eletricos, Reles, contatores, temporizadores e quando mais complexo maiores eram os paineis e maior a chance de erro (ligação errada ou falta de ligação, retorno de tensão e etc…). Porem o mercado automobilistico (sempre ele) precisava de uma solução simples para poder adaptar suas maquinas quando mudava a linha de produção, pois, por mais simples que uma alteração em uma linha de montagem possa parecer, as alterações em maquinario podem ser muito complexas.
Por isso, em 1968 a GM Hydramatic, divisão responsavel pelo cambio automatico da General Motors, comandado pelo Richard Morley pediu para a Bedford Associates um equipamento que atendesse as seguintes caracteristicas:
- Facilidade de programação;
- Facilidade de manutenção com conceito plug-in;
- Alta confiabilidade;
- Dimensões menores que painéis de Relês, para redução de custos;
- Envio de dados para processamento centralizado;
- Preço competitivo
- Expansão em módulos;
- Mínimo de 4000 palavras na memória.
Apesar de que todos os PLCs atendam estes requisitos, hoje em dia temos muitas outras exigencias, como a programação em Ladder e etc.
Na epoca que foi criado o PLC tinha programação totalmente dedicada a hardware (Assebly), ou seja o programador tinha que conhecer a fundo a arquitetura do Hardware, para poder endereçar os IOs e fazer os calculos.
Na evolução natual dos PLCs começaram a surgir as linguagens mais simplificadas, não dependento tanto de hardware. Na verdade os PLCs começaram a ter um OS para que pudesse interpretar o programa (compilado) para o hardware.
Seguindo ainda a evolução, o PLC passou a ter porta de comunicação aonde poderiamos programar, via cabo, com equipamentos dedicados a programação, não dependendo mais de gravadores e EPROM.
Depois disso surgiram as portas de comunicação seriais aonde finalmente poderiamos ultilizar o PC para a programação dos PLCs.
E atualmente temos as padronizações fazendo com que a programação de PLCs de diferentes marcas sejam parecidas (apesar da complexibilidade de cada programa especifico). E existe o movimento de tentar padronizar os protocolos de comunicação para que cada vez mais equipamentos sejam facilmente inseridos em uma rede e possa ter o maximo de resursos ultilizados.
